Entre Vista

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

MOSTARDA MAS NÃO FALHA!!!
Chegou a nossa vez!!! Sr. Gessinger cada vez mais simpático com o brilho no sorriso dourado atrás do insistente bigode, gentilmente responde a nossa singela entrevsita... então aí está, para o alívio imediato dos fãs apaixonados, Pouca Vogal mais forte do que nunca... confira na entrevista!!



EO: Engenheiros sempre foi uma banda que nunca dependeu da grande mídia e com a notícia da pausa, ou fim da banda, houve uma grande repercussão sobre o assunto, principalemente na internet. Isso seria o reconhecimento da importância da banda, mesmo estando fora da mídia?
HG: Parar sempre é mais notícia do que continuar, infelizmente.
Se alguém morde um cachorro é notícia mas se o cachorro morde alguém, não. Não sei se jornalistas têm um código de ética. Se têm, muitos ignoram.
Um tempo atrás falei para uma revista que não usava drogas ( não que seja importante o que eu faço, mas é legal abrir portas para além do estereótipo “sexodrogaseroquenrrou” ). Foi só uma frase em mais de uma hora de entrevista. E qual foi a manchete? “Livre da Drogas” ! Como se eu fosse mais um ex-usuário. Clichê total.
Outro dia fiquei meia hora “em off “ informando uma jornalista sobre as novidades e a pausa da banda. Qual foi a chamada? “HG fala sobre o fim da EngHaw “ .
Acho que estas pessoas perdem a credibiidade com o tempo e o próprio mercado enterra elas. Mas que é um saco, é!
Por outro lado, o papel da imprensa é fundamental. Impossível ficar o tempo inteiro em contato direto.

EO: No Pouca Vogal, a parceria com o Duca Leidecker terá set de quais instrumentos? guitarras, violas? E o rickenbacker volta pro armário?
HG: Há duas correntes esperando que as músicas definam qual seguiremos. Uma seria continuar com instrumentos acústicos, viola, violão, bandolim. A outra, usar sons bem específicos de guitarra elétrica (wahwah, talk box, etc…) num ambiente de duo. Neste caso, o baixo que está escalado para o projeto é o Yamaha de 6 cordas. Eu uso ele de um modo bem particular, coloco 4 cordas de baixo e duas de guitarra. Fica legal pra fazer acordes e usar e-bow. Steiberger Doubleneck também tá na pista.
O Duca é bem mais desencanado do que eu em relação ao formato. Eu sou um pouco obcecado com stória e instrumentos. O pessoal que tocou comigo que o diga, hehehe.

EO: Já tem alguma previsão de quando as novas composições estarão acessíveis aos internautas?
HG: Quando estiverem prontas. Mais algumas semanas. Novidades no www.engenheirosdohawaii.com.br , www.poucavogal.com.br e www.poucavogal.com ( os dois últimos em construção ).

EO: HG, como esta sendo o processo de criação das canções da dupla? Alguém fica mais na parte das letras e outro das melodias?
HG: Nas parceirias que temos, por enquanto, eu fiz letra e Duca fez música. Tem algumas que fiz sozinho pois este projeto tá na minha mente há mais tempo.

EO: Com os Engenheiros de férias por um período significante, como fica os amigos da parte técnica - seguem contigo?
HG: Gostaria de ter todos ao meu lado, mas por estar em PoA e eles no Rio fica mais difícil.

EO: Li na net que suas letras foram consideradas as mais inteligentes e profundas do mundo segundo a revista Bilboard...
isso ficou esclarecido como boato de um Fã? O que vc acha de fãs que inventam este tipo de noticias para engrandecer a banda
HG: Passaram a perna na midia? Interessante… www tem este risco, né? Anonimato…

EO: o que vc acha dos fã(nático)s que o imitam dizendo ser Gremista, que leem os mesmos livros, ouvem as mesmas mùsicas...
HG: Talvez “imitar” não seja a palavra mais precisa. Todo artista que mereça ser chamado assim cria um mundo. ‘E natural que algumas pessoas se identifiquem e queiram passear por este mundo.
Como fã, eu sou assim. Gosto de entrar no mundo do Leonard Cohen, Dylan, Joni Mitchell, Pena Branca & Xavantinho, Gildo de Freitas, Chico, Gil, Zé Ramalho, Milton, Roger Waters, Thin Lizzy, Athaualpa Yupanqui, Joaquin Sabina, Piazzolla. Minha vida seria bem mais cinzenta sem estes passeios. Talvez eu tenha inconscientemente usado bigode por causa do Phil Lynnot.
Isso me faz uma pessoa menos ou mais criativa? Não sei…

EO: Se vc não tivesse nenhuma relação com a banda Engenheiros do Hawaii, você se tornaria um fã da banda?
HG:Se tivesse acesso à informação correta, sem dúvida. Questão interessante. Muita gente da minha geração tinha preconceito com a guinada dos 80… uns por virem da MPB, outros pelo roque clássico.
Mas eu sempre tive minhas próprias idéias. Descobri Thin Lizzy, Willie Nelson, Pena Branca & Xavantinho, Gaucho da Fronteira e outros de uma de uma forma que não me era oferecida.
Acho que chegaria aos EngHaw, sim. Uma vez chegando, ficaria.

EO: Em 2007, na entrega do prêmio Açoriamos o Duca e você tocaram a "Força do Silêncio" pela primeira vez. E aí, nós podemos esperar ela com PoucaVogal?
HG: Sim, nos shows. Não gravaremos agora o que já foi gravado por nossas bandas, só inéditas.

EO: Em relação ao livro "O meu pequeno gremista", sabe-se que a vendagem superou as expectativas da editora, muitos de seus fãs até colorados, compraram o livro. Você consegue perceber o quanto Humberto Gessinger é capaz de influenciar seus fãs? Isso interfere de alguma maneira na sua vida particular??? Porque grêmio, não é engenheiros, mas os fãs da banda esperaram anciosos por esse livro...
HG: Eu consideraria um fracasso retumbante se o livro só pudesse ser lido por gremistas. O próprio corte stórico que usei diz respeito mais à minha stória do que a do Grêmio. As paixões clubísticas são muito parecidas em todas as cores e tempos. Há um terreno comum.
‘É difícil medir a intensidade do fã. Nem sempre os mais barulhentos são os mais intensos. Pode ter alguém quietinho, no fim da fila, tímido demais para chegar, que saque tudo. Já vi muita gente fingir choro nesses anos todos, por incrível que pareça. Tem também o tipo “te-amo-pra-sempre-te-odeio-te-amo-de-novo-te-odeio-outra-vez-agora-te-amo…” .

EO: HG, as suas respostas em entrevistas recentes estão menos enigmativas que as do antigo chats que se realizavam nos dias 11 de cada mês. Será que ta mais fácil pra você falar hoje com os fãs, ou, será que ficou mais fácil para nós o enteder?
HG: Com o tempo o pessoal vai entendendo melhor meus códigos. E eu vou entendendo melhor as perguntas. Nos chats a prioridade era rapidez e espontaneidade. Talvez isso truncasse um pouco o papo. Mas era melhor para a “vibe” que fosse assim.

EO: HG, lá atrás, quando você não aceitou participar da Homenagem ao Raul para a Bizz, foi por não estar a fim mesmo (levando em conta que você gravou Treem das 7), ou foi pra dar um vingadinha básica na revista que sempre criticava, criticava e criticava os Engenheiros?
HG: Não me lembro bem. Não deve ter sido vingança. Lembro que houve um problema de liberação de músicas do Raul para a Universal por conta de outros projetos. De qualquer forma não tenho muito o que acrescentar como intérprete.

EO: Humberto, você já disse em várias entrevistas que BH é uma cidade que és mais bem recebido, ..é um lugar que sempre lota os shows e canta todas as músicas. Mesmo tendo dado um tempo nos Engenheiros, existe a possibilidade de a banda (junto com você), ainda gravar um Disco/DVD em solo mineiro, uai? O publico mineiro ainda pode esperar pela realização deste sonho?
HG: Seria legal. Rola um mistério mesmo na relação EngHaw-BH. Nem eu entendo bem. Agora há outros polos pintando. A intensidade está aumentando em vários lugares, fãs criando fãs, num processo horizontal, muito bacana. BH foi pioneira.


[ ]'s EngHaw Online
Um blog de fãs, feito pros fãs
http://www.enghawonline.blogspot.com

8 comentários:

Camila Gadelha disse...

"Acho que chegaria aos EngHaw, sim. Uma vez chegando, ficaria."

ai, ai...
rapaz modesto!
e certíiiissimo!
:)
ótima entrevista!



raiuei!

A equipe disse...

Nuss, ele falou do 'fora" na revista, rsrsrs

Nem lembra coitado! rsrsrsrs

Júnior Puccinelli disse...

PÔ nem falow da "João Solteiro"
fiquei triste!!!

Hahuahuahuahuahuahuahaa!!

Pouco tempo atrás o HG deu uma entrevista para o programa radar em POA foi bem legal, se acharem postem aí!!!

Valeu!!!

Juliane Soska disse...

haha
vcs tão vendendo minha camisa.
bacana!

carolbraga disse...

gostei da entrevista. sem desmerecer o blog (jamais! jamais! ;]), HG sempre desdobra as respostas e passa algo legal! É ele que faz a entrevista!

bjss,

Cleiton Oliveira disse...

Bahh.... Show de bola!!
esse blog ta 10!!
grande abraço!!

ritmo disse...

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¡Hasta la (entre-)vista!


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Dirk Rüger
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